Nós brasileiros começamos o ano de 2010 achando que deslocamentos de terra eram a grande catástrofe deste ano. Nossos compatriotas que morreram durante seus momentos de lazer no belo litoral de Angra dos Reis deram o tom de tristeza e abatimento na mídia durante vários dias. Pobreza nossa, nada perto do que estaria reservado para um pequeno país na América Central que desde sua independência sofre com problemas em tamanho grau de constância que qualquer gripe de um nativo seria motivo para acreditar que o fim está próximo. Mas não, muito além disso, quase que por ironia, a Terra resolveu se reacomodar justa naquela região.
Terremotos tão destruidores atingiram o Haiti ainda no mês de janeiro que todo o PIB do país do ano inteiro já está comprometido. Isso se o que eles acumulam com Produto Interno Bruto pudesse realmente ser chamado de PIB. Cidades foram completamente destruídas; da capital não sobrou nem o presidente, pois este já correu para o país vizinho em busca de ajuda; energia, água, alimentos, tudo comprometido; estimasse que 100 mil pessoas tenham morrido em meio ao fenômeno, absolutamente catastrófico, sísmico. E o mais interessante é que pessoas cujos nomes tem fortes implicações sociais ou mesmo desfrutam de popularidade perdem a oportunidade de ficarem em silêncio orando pelas vítimas do incidente e abrem suas respeitáveis bocas para nos mostrar o quanto este terremoto precisa ser reavaliado no ser humano.
O infeliz evento no Haiti ocupa verdadeiramente quase que toda a programação dos telejornais e as manchetes dos jornais impressos de circulação nacional. Não é por menos. Nos últimos dias, em entrevista ao "Jornal do SBT", o honorável cônsul do Haiti no Brasil, Antoine, demonstrou seu agrado com a situação dizendo que o que está acontecendo lá é bom para eles (representantes do governo do Haiti) aqui, pois os torna reconhecidos. Como se não fosse suficiente, acusou os negros e suas crenças de amaldiçoarem os ambientes em que vivem e que a culpa disso tudo é deles. Como se houvesse uma "dança da chuva" para efeitos sísmicos de grande proporção, uma "dança do terremoto". É lamentável ouvir uma declaração de tal categoria de alguém que exerce uma função diplomática.
A felicitação de Antoine se dá pois os tornam conhecidos e o país irá receber uma boa doação proveniente de vários países do mundo para se reconstruir. Belo argumento, mas fica a pergunta: é compensador? Vejamos. Nós últimos anos a ONU investiu no país 5 bilhões de euros para promover melhorias em qualidade de vida, expectativa de vida, educação, saúde e infra-estrutura em geral. Saldo: praticamente tudo destruído com o terremoto. Agora o Haiti soma doações recebidas cujo valor não totaliza, até o momento, 15 milhões de dólares. Aproximadamente 100 mil pessoas morreram, o que representa significativa parcela de mão-de-obra. Ou seja, tudo terá que ser reconstruído e desta vez com muito menos recursos. Onde está a vantagem?
Por outro lado, Sandy, ex-companheira de Júnior nos palcos, resolveu mostrar que sabe se expressar mal virtualmente e disse em seu Twitter que é triste o que aconteceu no Haiti, mas que devemos nos preocupar mais com os problemas do nosso país. Sim, ela mesma, que nada fez pela música brasileira, fez apenas alguns jovens alienados gritar estericamente com suas "Quatro Estações", o que a natureza já nos oferece com muito mais qualidade. Talvez ela não tenha conhecimento do que significa 100 mil mortos, falta de água, alimentos, luz e condições básicas de sobrevivência e muito menos ajuda humanitária. Mas o que esperar de alguém que diz brilhantemente que "o que é imortal não morre no final"? Mais uma vez, lamentável.
Algumas vezes ficar calado é de uma sabedoria sem palavras mesmo!
Terremotos tão destruidores atingiram o Haiti ainda no mês de janeiro que todo o PIB do país do ano inteiro já está comprometido. Isso se o que eles acumulam com Produto Interno Bruto pudesse realmente ser chamado de PIB. Cidades foram completamente destruídas; da capital não sobrou nem o presidente, pois este já correu para o país vizinho em busca de ajuda; energia, água, alimentos, tudo comprometido; estimasse que 100 mil pessoas tenham morrido em meio ao fenômeno, absolutamente catastrófico, sísmico. E o mais interessante é que pessoas cujos nomes tem fortes implicações sociais ou mesmo desfrutam de popularidade perdem a oportunidade de ficarem em silêncio orando pelas vítimas do incidente e abrem suas respeitáveis bocas para nos mostrar o quanto este terremoto precisa ser reavaliado no ser humano.
O infeliz evento no Haiti ocupa verdadeiramente quase que toda a programação dos telejornais e as manchetes dos jornais impressos de circulação nacional. Não é por menos. Nos últimos dias, em entrevista ao "Jornal do SBT", o honorável cônsul do Haiti no Brasil, Antoine, demonstrou seu agrado com a situação dizendo que o que está acontecendo lá é bom para eles (representantes do governo do Haiti) aqui, pois os torna reconhecidos. Como se não fosse suficiente, acusou os negros e suas crenças de amaldiçoarem os ambientes em que vivem e que a culpa disso tudo é deles. Como se houvesse uma "dança da chuva" para efeitos sísmicos de grande proporção, uma "dança do terremoto". É lamentável ouvir uma declaração de tal categoria de alguém que exerce uma função diplomática.
A felicitação de Antoine se dá pois os tornam conhecidos e o país irá receber uma boa doação proveniente de vários países do mundo para se reconstruir. Belo argumento, mas fica a pergunta: é compensador? Vejamos. Nós últimos anos a ONU investiu no país 5 bilhões de euros para promover melhorias em qualidade de vida, expectativa de vida, educação, saúde e infra-estrutura em geral. Saldo: praticamente tudo destruído com o terremoto. Agora o Haiti soma doações recebidas cujo valor não totaliza, até o momento, 15 milhões de dólares. Aproximadamente 100 mil pessoas morreram, o que representa significativa parcela de mão-de-obra. Ou seja, tudo terá que ser reconstruído e desta vez com muito menos recursos. Onde está a vantagem?
Por outro lado, Sandy, ex-companheira de Júnior nos palcos, resolveu mostrar que sabe se expressar mal virtualmente e disse em seu Twitter que é triste o que aconteceu no Haiti, mas que devemos nos preocupar mais com os problemas do nosso país. Sim, ela mesma, que nada fez pela música brasileira, fez apenas alguns jovens alienados gritar estericamente com suas "Quatro Estações", o que a natureza já nos oferece com muito mais qualidade. Talvez ela não tenha conhecimento do que significa 100 mil mortos, falta de água, alimentos, luz e condições básicas de sobrevivência e muito menos ajuda humanitária. Mas o que esperar de alguém que diz brilhantemente que "o que é imortal não morre no final"? Mais uma vez, lamentável.
Algumas vezes ficar calado é de uma sabedoria sem palavras mesmo!
3 comentários:
Nossa, tem gente que realmente não perde a oportunidade de ficar quieto. Depois de uma declaração tão descabida como a deste cônsul me pergunto qual o tipo de preparação que um sujeito desse tem pra desempenhar um papel tão importante e, dado o momento, tão fundamental para o Haiti. É realmente revoltante o despreparo e o descaso, a irresponsabilidade e a frieza. Quanto à Sandy, a noção de mundo dela deve ser muito boa, né. Podre de rica, não precisa fazer nada, nem pelo Haiti nem pelo Brasil que ela diz ter tantos problemas. Alguém apenas tem que avisá-la que um dos maiores problemas é a parte da população semelhante a ela, rica e pseudo-politizada que nada faz para ajudar e ainda comenta esse tipo de mesquinharia imbecil.
salve Lestat,
hoje não vou passar como um leitor anônimo do seu blog
hehehhe
bem, só comentando os fatos de hoje em cima do tema, ouvi dizer que o haiti iria ou ja pediu ajuda internacional para a reconstrução do país por um período de 10 anos na reunião de Montreal, um ponto importante que foi defendido foi que a liderança da reconstrução fique nas mãos dos própios haitianos enquanto os paises participantes discutiram uma melhor divisão para a distribuição das funçõesde ajuda, outro ponto foi o valor para a reconstrução que disseram ficar entre as casas dos "bilhões", ja que os governos se comprometeram a ajudar com US$1 bilhão
e outros organismos internacionais com ate US$ 700 milhoes, chegou a vincular uma noticia de que
o país pediria US$ 3 bilhoes so para a reconstrução de Porto Príncipe, outros lideres
calcularam um total de quase US$ 10 bilhões em ajuda.
O Brasil vem discutindo com o setor privado um outro meio de ajudar o país também atraves das reduçoes
das tarifas de importação, ja que o Brasil importa muitos produtos têxteis para o Haiti
bem, é esperar pra ver...
quanto as declarações da "Sra.Sandy" e do "Sr.cônsul", sem comentários,é algo que já soaria
inaceitável em uma conversa de bar...
[]'s
Igor
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