Não há lugar melhor para tirar uma folga do mundo do que um resort, passar uns dias afastando-se do estresse da vida diária e ganhar energias para seguir as rotinas. O problema é passar séculos na folga sócio-econômica, como faz a Grécia.
Em 2010 a bomba explodiu na Grécia, a população nativa mostrou para o mundo, através de diversas manifestações, que a sociedade grega passa por graves problemas acumulados ao longo de muito tempo. A economia grega, a reboque do leste europeu, não é capaz de se sustentar e gerar frutos saudáveis, o que há na Grécia hoje é um imenso déficit econômico, necessidade de volumosos empréstimos, desemprego e empresariado falido. Lá sim, os Titãs poderiam cantar que a solução seria alugar, ou privatizar, o país.
Infelizmente, a Grécia não conseguiu refletir sua grandeza da História Antiga em sucesso na História Contemporânea. Não há dúvidas de que a sociedade ocidental nada seria sem a Grécia Antiga, a Hélade foi o berço do pensamento, conhecimento, política, democracia e filosofia da humanidade. Viu aparecer para o mundo nomes imortais como Platão, Aristóteles e Socrates e fez da antiguidade o merecimento do adjetivo "clássica". Entretanto, se olhasse para o futuro naquela época veria que o sucesso baseado na grandiosidade do momento seria apenas mais um mito na honrosa caverna de Platão.
A Grécia não foi capaz de manter-se como personagem mundial. A Antiguidade Clássica foi superada por Roma, diversas invasões colocaram a Hélade em submissão a outros povos, a economia não participou do crescimento europeu e o país chegou enfim ao patamar de grande resort. A economia grega não se fez expressar com respeito na História Contemporânea, e hoje se humilha por auxílios. A cultura que outrora espalhou pela Europa e pela Ásia com louvor, recebida com grande entusiasmo e ansiosa assimilação, foi substituída hoje pelo medo dos tentáculos da crise, de tal modo que a União Europeia se mobiliza euforicamente na captação de recursos para os gregos com medo de que as ruínas, não mais arqueológicas, da crise se disseminem pelo continente, atrapalhando os índices de crescimento europeu que já foram tão afetados.
As ruínas de outras épocas atraíram milhões de visitantes à Grécia, de tanto viver somente delas o país inteiro fez-se parte das mesmas. Ruínas de uma cultura gloriosa e ruínas de uma sociedade economicamente falida.
Em 2010 a bomba explodiu na Grécia, a população nativa mostrou para o mundo, através de diversas manifestações, que a sociedade grega passa por graves problemas acumulados ao longo de muito tempo. A economia grega, a reboque do leste europeu, não é capaz de se sustentar e gerar frutos saudáveis, o que há na Grécia hoje é um imenso déficit econômico, necessidade de volumosos empréstimos, desemprego e empresariado falido. Lá sim, os Titãs poderiam cantar que a solução seria alugar, ou privatizar, o país.
Infelizmente, a Grécia não conseguiu refletir sua grandeza da História Antiga em sucesso na História Contemporânea. Não há dúvidas de que a sociedade ocidental nada seria sem a Grécia Antiga, a Hélade foi o berço do pensamento, conhecimento, política, democracia e filosofia da humanidade. Viu aparecer para o mundo nomes imortais como Platão, Aristóteles e Socrates e fez da antiguidade o merecimento do adjetivo "clássica". Entretanto, se olhasse para o futuro naquela época veria que o sucesso baseado na grandiosidade do momento seria apenas mais um mito na honrosa caverna de Platão.
A Grécia não foi capaz de manter-se como personagem mundial. A Antiguidade Clássica foi superada por Roma, diversas invasões colocaram a Hélade em submissão a outros povos, a economia não participou do crescimento europeu e o país chegou enfim ao patamar de grande resort. A economia grega não se fez expressar com respeito na História Contemporânea, e hoje se humilha por auxílios. A cultura que outrora espalhou pela Europa e pela Ásia com louvor, recebida com grande entusiasmo e ansiosa assimilação, foi substituída hoje pelo medo dos tentáculos da crise, de tal modo que a União Europeia se mobiliza euforicamente na captação de recursos para os gregos com medo de que as ruínas, não mais arqueológicas, da crise se disseminem pelo continente, atrapalhando os índices de crescimento europeu que já foram tão afetados.
As ruínas de outras épocas atraíram milhões de visitantes à Grécia, de tanto viver somente delas o país inteiro fez-se parte das mesmas. Ruínas de uma cultura gloriosa e ruínas de uma sociedade economicamente falida.
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