O terror sempre foi companheiro da humanidade, guerras e mortes sempre fizeram parte da história dos pobres mortais. As guerras passaram por uma evolução condicionada ao desenvolvimento tecnológico que permitiu matar de forma mais aprimorada. Mas as mortes causadas por indivíduos singulares mantiveram sua qualidade repulsiva de atos macabros.
No século XIX, Guy de Maupassant, escritor francês, enfatizou em um de seus contos, Le Fou, um sentimento macabro do homem, o prazer pela morte. Tratava o francês do caso de um magistrado que julgou crimes de assassinato por toda sua vida, mas que guardava a sede por também matar. Sem mais conseguir controlar, fez sua primeira vítima. Esbanjou-se então no prazer de assassinar. O caso de Maupassant revela uma face humana animalesca, o sentimento prazeroso pelo sofrimento alheio.
Como o personagem anterior, muitos são os personagens da vida que guardam o perfil psicopata. O psicopata é capaz de tudo fazer sem nada fazer notar, de envolver, de não se impressionar, de ser frio, e, com muita tranquilidade, matar. Assim a história apresentou assassinos que se tornaram ilustres, alguns de fama internacional, como "Jack, o estripador". No Brasil tivemos, em tempos mais recentes, por exemplo, o "bandido da luz vermelha", o "maníaco do parque" e agora o "caso Bruno". Neste mesmo ano, tornou-se notório o sinistro caso dos cinco adolescentes na Turquia que matavam sua vítimas, escolhidas sem nenhum critério, com longos momentos de tortura, filmando tudo e divertindo-se.
Tudo nos leva a crer que a violência é marca de nossa época, porém não é "privilégio" nosso. Em qualquer época ou qualquer sociedade, atos da mais pura frieza estiveram presentes. O ser humano sempre matou de forma grosseira, fosse para oferecer aos deuses ou por simples prazer, porque matar está no âmago do instinto selvagem. O que torna nosso tempo diferente é a capacidade de visualização que só a tecnologia permite. A Segunda Guerra Mundial trouxe ao mundo não apenas mais um conflito sangrento, mas também a veiculação de imagens de violência extrema. O evento mostrou ao mundo como tratar homens como sacos de lixo e a partir daí a situação piorou. A guerra no Iraque na década de 1990 foi acompanhada ao vivo pela televisão, fotografias de tortura passaram a figurar na capa dos jornais, vídeos de soldados sendo degolados e pessoas sendo esquartejadas estão todos disponíveis na internet. O imaginário e o cotidiano humano passou a ser todo povoado pela violência, pela barbárie.
Freud também disse muito sobre o instinto selvagem do homem e a tendência à violência. Ele, como Maupassant, revelava o que a formalidade das regras sociais desenvolvidas pelo homem querem esconder. O homem é um ser com propensão a matar, cabe a nós o bom senso de isso não incentivar. Veicular nas mídias sociais tanta violência, explorar o instinto em jogos, filmes, novelas, seriados e músicas é viver sob o risco adestrado. Deveríamos contar com a decência do jornalismo em não explorar a violência como meio de audiência, já passamos dos limites! Cabe a nós não permitir a germinação de tão macabra semente, pois corremos o risco de sermos vítimas do próprio fruto.
No século XIX, Guy de Maupassant, escritor francês, enfatizou em um de seus contos, Le Fou, um sentimento macabro do homem, o prazer pela morte. Tratava o francês do caso de um magistrado que julgou crimes de assassinato por toda sua vida, mas que guardava a sede por também matar. Sem mais conseguir controlar, fez sua primeira vítima. Esbanjou-se então no prazer de assassinar. O caso de Maupassant revela uma face humana animalesca, o sentimento prazeroso pelo sofrimento alheio.
Como o personagem anterior, muitos são os personagens da vida que guardam o perfil psicopata. O psicopata é capaz de tudo fazer sem nada fazer notar, de envolver, de não se impressionar, de ser frio, e, com muita tranquilidade, matar. Assim a história apresentou assassinos que se tornaram ilustres, alguns de fama internacional, como "Jack, o estripador". No Brasil tivemos, em tempos mais recentes, por exemplo, o "bandido da luz vermelha", o "maníaco do parque" e agora o "caso Bruno". Neste mesmo ano, tornou-se notório o sinistro caso dos cinco adolescentes na Turquia que matavam sua vítimas, escolhidas sem nenhum critério, com longos momentos de tortura, filmando tudo e divertindo-se.
Tudo nos leva a crer que a violência é marca de nossa época, porém não é "privilégio" nosso. Em qualquer época ou qualquer sociedade, atos da mais pura frieza estiveram presentes. O ser humano sempre matou de forma grosseira, fosse para oferecer aos deuses ou por simples prazer, porque matar está no âmago do instinto selvagem. O que torna nosso tempo diferente é a capacidade de visualização que só a tecnologia permite. A Segunda Guerra Mundial trouxe ao mundo não apenas mais um conflito sangrento, mas também a veiculação de imagens de violência extrema. O evento mostrou ao mundo como tratar homens como sacos de lixo e a partir daí a situação piorou. A guerra no Iraque na década de 1990 foi acompanhada ao vivo pela televisão, fotografias de tortura passaram a figurar na capa dos jornais, vídeos de soldados sendo degolados e pessoas sendo esquartejadas estão todos disponíveis na internet. O imaginário e o cotidiano humano passou a ser todo povoado pela violência, pela barbárie.
Freud também disse muito sobre o instinto selvagem do homem e a tendência à violência. Ele, como Maupassant, revelava o que a formalidade das regras sociais desenvolvidas pelo homem querem esconder. O homem é um ser com propensão a matar, cabe a nós o bom senso de isso não incentivar. Veicular nas mídias sociais tanta violência, explorar o instinto em jogos, filmes, novelas, seriados e músicas é viver sob o risco adestrado. Deveríamos contar com a decência do jornalismo em não explorar a violência como meio de audiência, já passamos dos limites! Cabe a nós não permitir a germinação de tão macabra semente, pois corremos o risco de sermos vítimas do próprio fruto.
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