Em toda época de eleição, o filme se repete. Uma afirmação que pode parecer muito banal, mas há verdades na oração que se escondem atrás do uso cotidiano e generalizado da expressão.
Ainda que haja diversidade de propostas políticas, conservadorismo ou radicalismo, há uma situação geral que perpassa candidatos e partidos.
No período de campanha eleitoral, todos os problemas são identificados. Os auto-proclamados socialistas/comunistas, os humildes aspirantes representando a voz do povo ou os burgueses, todos vociferam verdades estruturais e conjunturais. Em momento de campanha, todos concordam que há problemas graves e prometem melhorias no trio de ferro que garante todo bom discurso: educação, saúde e segurança. Por vezes a oferta de trabalho é argumento poderoso, mas fruto da educação.
Se todos defendem reformas nas mesmas coisas, não há motivos para preocupações. Basta fechar os olhos e votar no primeiro número de candidato que lembrar. Mas aí há um grave problema. A maneira como os candidatos conduzirão suas reformas. Não há governo baseado em uma única pessoa, o Estado é gerido por uma coalizão de forças. Um candidato, se eleito, não promoverá todas as melhorias que prometeu sem contar com o apoio do Congresso e de empresários. O contrário poderia ser alcançado via ditadura, mas, por mais que se queira mudança, todos queremos democracia. Tanto que ainda buscamos por sua forma plena.
É preciso ter em mente que propostas absurdamente revolucionárias são tão demagogas quanto as mais ponderadas. Quando eleito, o ex-candidato não soluciona todos os problemas e nem conseguirá. Um jogo sujo de interesses controla a política por trás das máscaras, precisamos escolher o candidato que mais nos parece ter capaciade de articular tais interesses e, quiçá, acabar com a bagunça. Porque no fundo todos precisam ser de centro.
Não quero aqui defender bandeiras ou induzir candidatos. Reforço que o que precisamos verdadeiramente alcançar é a moralização política. Ideologias partidárias tornaram-se coisas do passado, candidatos mudam de partido porque outra legenda oferece vias mais fáceis para eleição. Não deveríamos depender da Lei Ficha Limpa, mas limpar a política por nossa conta. Voto é coisa séria. Enquanto houver circo na política, faremos os papéis de palhaço.
Ainda que haja diversidade de propostas políticas, conservadorismo ou radicalismo, há uma situação geral que perpassa candidatos e partidos.
No período de campanha eleitoral, todos os problemas são identificados. Os auto-proclamados socialistas/comunistas, os humildes aspirantes representando a voz do povo ou os burgueses, todos vociferam verdades estruturais e conjunturais. Em momento de campanha, todos concordam que há problemas graves e prometem melhorias no trio de ferro que garante todo bom discurso: educação, saúde e segurança. Por vezes a oferta de trabalho é argumento poderoso, mas fruto da educação.
Se todos defendem reformas nas mesmas coisas, não há motivos para preocupações. Basta fechar os olhos e votar no primeiro número de candidato que lembrar. Mas aí há um grave problema. A maneira como os candidatos conduzirão suas reformas. Não há governo baseado em uma única pessoa, o Estado é gerido por uma coalizão de forças. Um candidato, se eleito, não promoverá todas as melhorias que prometeu sem contar com o apoio do Congresso e de empresários. O contrário poderia ser alcançado via ditadura, mas, por mais que se queira mudança, todos queremos democracia. Tanto que ainda buscamos por sua forma plena.
É preciso ter em mente que propostas absurdamente revolucionárias são tão demagogas quanto as mais ponderadas. Quando eleito, o ex-candidato não soluciona todos os problemas e nem conseguirá. Um jogo sujo de interesses controla a política por trás das máscaras, precisamos escolher o candidato que mais nos parece ter capaciade de articular tais interesses e, quiçá, acabar com a bagunça. Porque no fundo todos precisam ser de centro.
Não quero aqui defender bandeiras ou induzir candidatos. Reforço que o que precisamos verdadeiramente alcançar é a moralização política. Ideologias partidárias tornaram-se coisas do passado, candidatos mudam de partido porque outra legenda oferece vias mais fáceis para eleição. Não deveríamos depender da Lei Ficha Limpa, mas limpar a política por nossa conta. Voto é coisa séria. Enquanto houver circo na política, faremos os papéis de palhaço.
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